Twidell foi um dos palestrantes quinta-feira (26/2), na sede da FAPESP, em São Paulo, no Workshop on Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship, concluído sexta-feira (27/2) com vasta programação científica.
Segundo o pesquisador, os edifícios consomem cerca de 50% das fontes de energia produzidas por um país, principalmente para iluminação, comunicação, aquecimento, resfriamento e bombeamento.
E em casos particulares – a exemplo da Inglaterra – mais de 10% da energia utilizada no país é perdida de forma passiva, como em leds de rádios e televisores que ficam ligados o tempo todo.
“A economia é a melhor forma de energia renovável. Isso remete à necessidade de sempre analisarmos a eficiência do que está sendo produzido pelos países, como no caso brasileiro, que tem alta produção de energia hidroelétrica e etanol.
Mas será que o país está dando a atenção necessária ao desempenho dos refrigeradores, isolantes térmicos e motores utilizados em suas construções e automóveis?”, questionou.
Segundo ele, visando ao aumento da utilização de energias renováveis até 2020 na União Européia, nos últimos anos foram criados diversos marcos regulatórios nos países que compõem o bloco econômico e político. Um desses padrões é que, até aquela data, 20% da energia total utilizada nesses países devem ter origem em fontes renováveis.
“Na Grã-Bretanha, por exemplo, todos os novos edifícios deverão seguir o conceito de carbono zero. Se essas construções utilizarem energia que contribua para a emissão de carbono, por exemplo, elas terão que compensar com o uso de alternativas como células fotovoltaicas, energia eólica ou biocombustíveis”, explicou.
Ainda de acordo com essas metas, para abastecer sua população e indústria em diferentes setores econômicos, cada um dos 27 países da União Européia deverá ter, pelo menos, dez fontes de energias renováveis a mais do que as atuais. Por sua vez, o governo do Reino Unido obriga a redução das emissões de carbono no país em 80% até 2050.
“Essas metas são revolucionárias e, se não cumpri-las, as comissões européias de meio ambiente poderão responder nos tribunais pelos danos causados. O curioso é que a equipe do presidente Barack Obama já está estudando a adoção de metas equivalentes para os Estados Unidos”, disse.
Fonte Thiago Romero Agência FAPESP http://www.agencia.fapesp.br
Por anab |